sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010




A morte chega cedo,
Pois breve é toda vida
O instante é o arremedo
De uma coisa perdida.
O amor foi começado,
O ideal não acabou,
E quem tenha alcançado
Não sabe o que alcançou.
E tudo isto a morte
Risca por não estar certo
No caderno da sorte
Que Deus deixou aberto.

Fernando Pessoa

O que pensar diante de um livro que termina? Uma história que nos deixa lembranças, saudades, memórias. Tenho visto pessoas indo embora e dentro de mim vem um conforto de etapa cumprida e ao mesmo tempo a dúvida, será que deu tempo de cumprir? Será que eu consegui fazer algo dentro daquela história.
Assim foi Felice, puro amor...amou tanto que apagou. Digo eu que Felice era uma bombeira, vivia apagando a fúria do marido, dos filhos, dos netos tentando trazer sempre a harmonia para todos. Benzedeira das boas, quituteira caprichosa, mulher de mãos, para acarinhar, afagar, cozinhar e apagar labaredas. Foi embora, consciente, vendo os que vieram buscá-la, em paz.
Tia Alaíde era uma fusão de emoções, uma menina em corpo de mulherão, companheira das filhas, sofrida tadinha, mas crente de que a vida era assim mesmo e assim foi e assim ela se foi, er a casa da Tia, tinha sempre kisuco, um cafézinho e eu ficava lá uma temporada de verão me sentindo em casa, era minha tia querida, do coração, chorona e super carinhosa com todos, foi descansar e ser cuidada. Peço aos anjos...cuidem da Tia!

Agora vem a minha amada amiga Silvana, tonel de emoções, canceriana – da família, da vida, da alegria. Eu vivi minha juventude com ela, as cachoeiras, as praias, as festas, os namorados, meus melhores momentos juvenis foram com ela. Pura simpatia, popular, a melhor risada, e dançava para parar o salão. Mestra da vida minha amiga. Mas as emoções foram demais para a sua alma, para o seu coração e assim começou a viver de surtos, e a vida deixou de ser aquela aventura para seguir no dia e na noite e no voar das folhinhas de calendário. Sil também deixou sabores - de Yaksoba...me chamava de Papitcha e fazia um tear...super caprichosa...sinto falta da Silvana, mas eu a perdi, há muito tempo atrás. Que os mestres a amparem no amor, na luz, na paz e na purificação.
Mulheres que vibraram emoções à sua maneira e assim foram desconectando e se apagando como uma vela de aniversário que acabou.

Mulheres que me ensinaram muitas formas de amar...

MINHA MÃE LINDA QUE FOI EMBORA HÁ QUINZE ANOS E QUE ESTÁ AQUI NA MINHA ESSÊNCIA, MÃE DE AMOR, DE GARRA E DE DIGNIDADE, CADA VEZ ANTES TROPEÇAR ME LEMBRO DE TI, ERGO-ME NO SALTO E SIGO EM FRENTE.
A nave vem, nós passamos, mas o melhor de nós sempre fica e o melhor é o sorriso, a companhia, a paixão pela vida.

Obrigada meninas!

sábado, 23 de janeiro de 2010

SOLIDÃO!


Esta semana fui numa roda astrológica, no último dia 20 entramos no mês de Aquario.

Uma confusão.

Não adianta, a inteligencia é um leque aberto, por isso precisamos de muitos exemplos, vivencias e histórias para estimular a nossa caminhada.

Sendo direta no assunto, eram duas astrologas boas, que entendem muito dos planetas, os nrs e o trabalho de astrologia. Mas não é só isso. Aliás hoje, em nenhuma atividade vc pode se limitar apenas a fazer aquilo que estudou e está sendo pedido.

As parcerias vão além do que se executa mas do que se aprende no dia a dia, nas lendas, nos jornais. com os pensadores e filósofos, com a Mitologia, enfim com tudo o que o mundo nos oferece o tempo todo. Não podemos e não devemos nos limitar a solidão do saber.

Quando me perguntam a minha profissão, eu respondo: Terapeuta. Em todos os sentidos, inclusive na vida, no ouvir e tentar entender e aprender com o outro e daí sim aplicar algo que o meu conhecimento e coração tragam. Sinceramente, este caminho sempre deu certo e nunca me fechou num único conceito. No meu trabalho trago a experiência que tive durante estes 44 anos, na minha vida de atriz, de mulher, de filha, de artesã, de artista...de Umbanda, de Reiki, da Igreja Católica...de Deus

Sendo assim existem períodos que uso muito os cristais, outro as ervas ou com os florais, outro a energização com as mãos e agora com as mandalas.

Estes circulos de fascinio, caledoscopios que nos levam ao estado de quietude mental estão sendo uma benção no meio da atribulada vida que tenho tido. E neste momento tenho ficado bastante só, eu e minha expressão, meus pensamentos e entendimentos, na busca da renovação, de contar algo de diferente.

Períodos de transição que pedem preservação de sentimentos, o cuidar de si e se manter vulnerável para conhecer melhor, captar mais a energia e aceitar as mudanças.

Segundo a astrologia é um periodo de parcerias e negociações, daqui a pouco ficarei mais estimulada a mostrar o trabalho em vários espaços e começar a trabalhar mais um bocadinho sem interferir na rotina do meu velhinho (que está todo assustado, achando que eu vou ficar muito tempo fora de casa). Manter o equilibrio requer ginga de malabarista e confesso que as vezes levo uns tombos machuco o joelho, choro e passa!

Vamos em frente!

Ah! Primeiro blog do ano. 2010 estou começando sozinha, mas pronta para o que vier e quem vier e quem quiser....tudo de bom pra nós....e NETUNO!!! MODERAÇÃO!!!